quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Decisão para a última rodada!

Como era de se esperar, as emoções do Brasileirão-07 irão até o último minuto.

Depois do complemento da penúltima rodada na noite de ontem, restam 1 vaga na Libertadores-08 e 2 “vagas” para o descenso.

Para a competição sul-americana brigam Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio. A vaga está nas mãos alvi-verdes. Jogam em casa, com o apoio da torcida, contra o Atlético/MG.

Mas o time de Parque Antártica que se cuide, pois a Raposa joga também em casa, com o Mineirão lotado, contra o rebaixado e fraquíssimo América/RN - por este motivo, só a vitória interessa ao Palmeiras, 1 ponto a frente na tabela de classificação.

Os gremistas correm por fora, com pouquíssimas chances, pois além de ganharem seu jogo em casa, diante do Corinthians, dependem de derrotas dos outros dois concorrentes. Tarefa árdua.

E é este jogo onde todas as atenções estarão voltadas. O Timão, que se tivesse vencido ontem, estaria livre da queda para a Série B, precisa de uma vitória contra os gaúchos para dependerem apenas das próprias forças e não cair.

Seus dois concorrentes na briga para sair da degola, Goiás e Paraná, jogam contra Internacional e Vasco, respectivamente; vantagem para os esmeraldinos que jogam em casa - se é que este fator possa ser decisivo.

Sem dúvida alguma, as tarefas mais difíceis são, ironicamente, dos times que se enfrentam: Grêmio e Corinthians. Jogar como visitante no Olímpico é sempre uma missão complicada. A sorte dos paulistas é que seus adversários na luta contra a queda parecem querer a todo custo o rebaixamento.

Serão 4 dias de ansiedade, angústia, sofrimento, gozação... E domingo, às 18hs, tudo se definirá. Será choro de alegria de um lado e de tristeza de outro; aplausos, homenagens, lamentações e explicações...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

De quem é a culpa?

A tragédia era anunciada.

A Fonte “Nova” foi avaliada junto com os outros estádios brasileiros para a Copa-2014. E ficou em último lugar.

Foi inspecionada também por uma comissão de especialista e foi reprovada. A questão é: se foi reprovada, por que o relatório ser disponibilizado e entregue a autoridades quase um mês depois dos trabalhos, em um evento?

Por que não informar a prefeitura e/ou o governo bahiano que o estádio não tem condições de receber jogos? Sabendo-se, ainda por cima, que a cada rodada em casa, a equipe do Bahia utiliza o local para mandar seus jogos, empurrado por 60 mil torcedores?

A tragédia aconteceu. E o blog está de luto por isso, sim. Mas, o que adianta agora as autoridades se mexerem depois de 7 mortes? Como ficam as famílias que perderam seus entes queridos?

Agora, podem ter certeza, vai começar mais um “jogo de empurra”: o da responsabilidade pelo fato. Um desconversa daqui, outro ali, outro de lá... Não importa. Aqueles que se omitiram e não interditaram um local público impróprio e que abriga uma multidão de pessoas, TÊM DE SER INVESTIGADOS E SEREM PUNIDOS. CHEGA DE OMISSÃO. CHEGA DE “PIZZA”.

E quem sofre, de novo, é o trouxa do torcedor. Amante, fanático e sem consideração nenhuma por parte das autoridades.


Ficam aqui os meus sentimentos às famílias dos falecidos no “acidente”.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Venceu mas não convenceu

A seleção brasileira do “técnico” Dunga mais uma vez entrou em campo, venceu porém decepcionou.

Jogou uma partida muito mal contra o Uruguai (assim como contra o Peru) e pior, se viu ameaçada por diversas vezes pela seleção celeste.

Não fosse a excelente atuação do goleiro Júlio César e de Luis Fabiano, a vitória de ontem poderia ter sido uma vergonhosa derrota. E não que a vitória também não tenha sido.

Viu-se um time aguerrido, sim, mas sem padrão de jogo, sem jogadas, perdido e dominado em campo, sofrendo com os contra-ataques uruguaios e pela forte marcação na saída de bola do brasileira.

Era de se esperar. Vaias. Gritos de “burro” para o treinador. E mesmo sendo eficiente mais uma vez, a seleção não convenceu. Mas venceu. E assim se adequa ao futebol moderno, perdendo as nossas características de futebol arte, dribles e jogadas de efeito.

Nem Robinho muito menos Ronaldinho fizeram suas “plásticas”. Kaká, o melhor dos três, ainda deu lampejos do seu grande futebol com algumas arrancadas em contra-ataques, mas sem muito sucesso.

A noite parece ter sido boa mesmo só para Luis Fabiano que voltou a ser titular e marcou os 2 gols. Foi muito elogiado até pelo seu “rival”, Vágner Love, que já até admitiu perder a vaga para o companheiro.

E assim, aos trancos e barrancos, ficaremos 7 meses - até a próxima partida das eliminatórias - na terceira colocação na tabela de classificação.

Além de muito trabalho, Dunga ainda tem muito o que aprender.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Acesso definido

Ontem à noite foram definidas as 4 equipes que sobem para a série A do Brasileirão do ano que vem - com 2 rodadas para o fim da competição.

O Coritiba, virtual campeão, era o único já matematicamente assegurado na elite. As outras 3 equipes que sobem são: Ipatinga, Portuguesa e Vitória.

A Lusa, mesmo perdendo para o Coxa no Paraná, conseguiu o acesso graças a derrota do Fortaleza.

Já Ipatinga e Vitória, ambos oriundos da Série C no ano passado, carimbaram o seu passaporte com triunfos em casa. Venceram o Marília (3x2) e o CRB (4x1), respectivamente.

Coritiba, Portuguesa e Vitória voltam para o lugar de onde nunca deveriam ter saído. O Ipatinga, que há alguns anos demonstra ser uma equipe de planejamento, com os pés no chão e um bom futebol, figura pela primeira vez na principal divisão do futebol nacional; basta agora seguir a mesma linha de trabalho adotada até agora para não subir e logo cair, como acontece com diversas equipes.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Nasce um novo ídolo

A fase é uma das piores de sua história, tanto dentro como fora de campo. Nos bastidores, são denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro, pedofilia entre muitas outras; o futebol que o time vem jogando então... É tanta lama que está se atolando sozinho.

Mas no meio de tantos problemas uma estrela brilha e já escreve seu nome na história do clube: Felipe, goleiro do Corinthians. Não fosse o arqueiro, certamente o time já estaria rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional.

Contratado após o campeonato Paulista deste mesmo ano, junto ao Bragantino, após ter feito uma boa campanha, o guarda-metas vêm se destacando desde a primeira rodada do campeonato com defesas plásticas e tendo sempre muita segurança. Salvou o time em diversas partidas da derrota, de sofrer o empate do adversário ou ainda de levar goleadas vexatórias.

Até sábado passado, já estava cotado para ser o melhor na posição no campeonato e sem sombra nenhuma de dúvidas é o melhor jogador do Timão – já anda sendo comparado com outros que figuraram na posição por lá como Ronaldo, Dida, Leão, etc – mas depois da última rodada, ele certamente terá uma lugar especial no coração e na memória dos torcedores.

No jogo mais importante na luta contra o rebaixamento, a defesa EXTRAORDINÁRIA que Felipe fez na cobrança de pênalti de Paulo Baier foi digna de receber uma homenagem. Ela certamente valeu muito mais que inúmeros gols do time dada a importância do momento.

O goleiro, que recebe um salário baixo se comparado com o tanto de trabalho que tem, parece ter sido reconhecido pelo presidente do clube, que irá sentar ao final do ano com o atleta para merecidamente ofertá-lo um salário digno da sua competência.

Viva SÃO FELIPE!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Carimbo neles!!

E o campeão Brasileiro São Paulo teve na noite de ontem as faixas do título carimbadas pelo antes praticamente rebaixado, e agora sonhador, Juventude.

Que o time da serra gaúcha é fraquissímo e está condenado à degola não é novidade para ninguém. O que teve de diferente na noite de ontem foi o campeão, que parecia ainda estar em festa pela glória alcançada há 7 dias, cair diante do adversário.

Mas parece que isto não é privilégio tricolor não. Geralmente, em campeonatos deste tipo, há um relaxamento normal após a conquista, visto que meses de tanta dedicação e esforço se passaram, o entusiasmo duplo do oponente, de ser o primeiro a tirar uma “casquinha” do campeão e lutar para reacender a esperança de permanência na primeira divisão movimentaram as arquibancadas do Alfredo Jaconi.

Do outro lado da história, quem parece não acreditar em tal feito são os torcedores corinthianos que, cada dia que passa, fica mais difícil a permanência de seu time na elite brasileira. Não bastassem as más atuações da equipe no certame, as ajudas em derrotas de seus concorrentes e vacilos próprios nas últimas rodadas, nesta reta final, mais um candidato ressurge para brigar.

O martírio parece não ter fim. Tudo parece mais difícil para o time de Parque São Jorge. Tanto para conquistar títulos quanto para fugir desta incomoda situação. Tudo tem de ser conquistado com muita batalha e muita raça, características que sempre o definiram.

Talvez estes motivos que façam o time ter tantos seguidores, tanta torcida e tanta esperança dado que a situação atual é complicadíssima.

E ainda dizem que o campeonato de pontos corridos não tem graça. Como não ter graça? Ele acaba de premiar o time com melhor estrutura, planejamento e regularidade durante seus 8 meses; a briga pela libertadores será intensa até o último apito final e a disputa pela permanência na Série A não será diferente. Aí está, opositores de plantão, a prova de que esta é a melhor fórmula de disputa está dada.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Falta de identidade... e haja carimbo no passaporte

O que aconteceu com o futebol nos últimos anos no que diz respeito a transferência de jogadores?

A pergunta pode parecer estranha mas a cada ano, mais e mais jogadores, especificamente no Brasil, tem imigrado para outros centros a fim de obterem melhores chances no cenário da bola. Mas e como fica aquela velha identificação que um certo jogador tem com um clube sendo que hoje ele joga em um certo time, vai para o estrangeiro, volta em um espaço de tempo relâmpago, alegando falta de adaptação e logo vai jogar no rival do ex-clube?

Antes, profissionais da área, fanáticos, crianças e até mulheres sabiam na ponta da língua a escalação principal de seu time de coração... Sabiam dizer do goleiro ao ponta esquerda, passando também pelos reservas até chegar ao treinador. Em certos casos, poderia até arriscar os nomes de alguns garotos, de futuras promessas.

Como ter tanta identificação pelos ídolos se atualmente um jogador é fascinado apenas pelos milhões de um time e de outro, e de outro...? (salvas raras exceções, claro)

O fato que mais pesa é sim, o bolso do atleta. E infelizmente, por nosso país não ser um país de primeiro mundo (apesar de ter potencial para isso), perdemos nossos jogadores para mercados onde o poder aquisitivo é espantosamente superior ao brasileiro. Entretanto, como outrora, quando os clubes pelo menos saiam com a maior parte destas transações, agora quem sai com o “filet mignon” são os empresários.

Muitas vezes aproveitando-se da falta de inteligência de grande parte dos boleiros, estes acabam sendo passados para trás por aproveitadores gananciosos que lucram com as transferências, onde, quem na verdade deveria ganhar com elas são os artistas da bola, os verdadeiros detentores do talento e merecedores de cifras altíssimas.

E mais uma vez esse problema começa a rondar o nosso futebol. Com o Campeonato Brasileiro na sua fase de encerramento e com o campeão já definido, este é o que mais sofre com o assédio mesmo faltando 2 meses para o fim do ano. Jogadores destaque do título como Richarlyson, Jorge Wagner, Breno, Miranda começam a ser notícia pelo interesse de clubes estrangeiros e podem sim deixar o Brasil.

Thiago Neves, que é do Fluminense, assinou pré-contrato com o Palmeiras e voltou para o tricolor carioca, é o novo sonho de consumo do Villareal, da Espanha. E aí também pode dar negócio, já que o clube das Laranjeiras tem interesse no argentino Riquelme, encostado no time de lá. Isso sem falar de Zé Roberto, do Botafogo, destinado à Alemanha; Kléber, do Santos, que é um dos únicos selecionáveis jogando por aqui; sem contar nos Caios, Paulos, Juninhos, etc que saem sem muitos tomarem conhecimento.

E todo esse montante de dinheiro tem atraído os atletas também para países com pouca expressão no futebol mundial como o leste europeu e a arábia, e nesse vai-vém tentam garantir um futuro estável dado que são profissionais de carreira curta. Isso só tornam ídolos regionais e nacionais como Zico, Rivelino, Ademir Da Guia, entre outros como figuras escassas do nosso esporte. Infelizmente.