E o campeão Brasileiro São Paulo teve na noite de ontem as faixas do título carimbadas pelo antes praticamente rebaixado, e agora sonhador, Juventude.
Que o time da serra gaúcha é fraquissímo e está condenado à degola não é novidade para ninguém. O que teve de diferente na noite de ontem foi o campeão, que parecia ainda estar em festa pela glória alcançada há 7 dias, cair diante do adversário.
Mas parece que isto não é privilégio tricolor não. Geralmente, em campeonatos deste tipo, há um relaxamento normal após a conquista, visto que meses de tanta dedicação e esforço se passaram, o entusiasmo duplo do oponente, de ser o primeiro a tirar uma “casquinha” do campeão e lutar para reacender a esperança de permanência na primeira divisão movimentaram as arquibancadas do Alfredo Jaconi.
Do outro lado da história, quem parece não acreditar em tal feito são os torcedores corinthianos que, cada dia que passa, fica mais difícil a permanência de seu time na elite brasileira. Não bastassem as más atuações da equipe no certame, as ajudas em derrotas de seus concorrentes e vacilos próprios nas últimas rodadas, nesta reta final, mais um candidato ressurge para brigar.
O martírio parece não ter fim. Tudo parece mais difícil para o time de Parque São Jorge. Tanto para conquistar títulos quanto para fugir desta incomoda situação. Tudo tem de ser conquistado com muita batalha e muita raça, características que sempre o definiram.
Talvez estes motivos que façam o time ter tantos seguidores, tanta torcida e tanta esperança dado que a situação atual é complicadíssima.
E ainda dizem que o campeonato de pontos corridos não tem graça. Como não ter graça? Ele acaba de premiar o time com melhor estrutura, planejamento e regularidade durante seus 8 meses; a briga pela libertadores será intensa até o último apito final e a disputa pela permanência na Série A não será diferente. Aí está, opositores de plantão, a prova de que esta é a melhor fórmula de disputa está dada.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Falta de identidade... e haja carimbo no passaporte
O que aconteceu com o futebol nos últimos anos no que diz respeito a transferência de jogadores?
A pergunta pode parecer estranha mas a cada ano, mais e mais jogadores, especificamente no Brasil, tem imigrado para outros centros a fim de obterem melhores chances no cenário da bola. Mas e como fica aquela velha identificação que um certo jogador tem com um clube sendo que hoje ele joga em um certo time, vai para o estrangeiro, volta em um espaço de tempo relâmpago, alegando falta de adaptação e logo vai jogar no rival do ex-clube?
Antes, profissionais da área, fanáticos, crianças e até mulheres sabiam na ponta da língua a escalação principal de seu time de coração... Sabiam dizer do goleiro ao ponta esquerda, passando também pelos reservas até chegar ao treinador. Em certos casos, poderia até arriscar os nomes de alguns garotos, de futuras promessas.
Como ter tanta identificação pelos ídolos se atualmente um jogador é fascinado apenas pelos milhões de um time e de outro, e de outro...? (salvas raras exceções, claro)
O fato que mais pesa é sim, o bolso do atleta. E infelizmente, por nosso país não ser um país de primeiro mundo (apesar de ter potencial para isso), perdemos nossos jogadores para mercados onde o poder aquisitivo é espantosamente superior ao brasileiro. Entretanto, como outrora, quando os clubes pelo menos saiam com a maior parte destas transações, agora quem sai com o “filet mignon” são os empresários.
Muitas vezes aproveitando-se da falta de inteligência de grande parte dos boleiros, estes acabam sendo passados para trás por aproveitadores gananciosos que lucram com as transferências, onde, quem na verdade deveria ganhar com elas são os artistas da bola, os verdadeiros detentores do talento e merecedores de cifras altíssimas.
E mais uma vez esse problema começa a rondar o nosso futebol. Com o Campeonato Brasileiro na sua fase de encerramento e com o campeão já definido, este é o que mais sofre com o assédio mesmo faltando 2 meses para o fim do ano. Jogadores destaque do título como Richarlyson, Jorge Wagner, Breno, Miranda começam a ser notícia pelo interesse de clubes estrangeiros e podem sim deixar o Brasil.
Thiago Neves, que é do Fluminense, assinou pré-contrato com o Palmeiras e voltou para o tricolor carioca, é o novo sonho de consumo do Villareal, da Espanha. E aí também pode dar negócio, já que o clube das Laranjeiras tem interesse no argentino Riquelme, encostado no time de lá. Isso sem falar de Zé Roberto, do Botafogo, destinado à Alemanha; Kléber, do Santos, que é um dos únicos selecionáveis jogando por aqui; sem contar nos Caios, Paulos, Juninhos, etc que saem sem muitos tomarem conhecimento.
E todo esse montante de dinheiro tem atraído os atletas também para países com pouca expressão no futebol mundial como o leste europeu e a arábia, e nesse vai-vém tentam garantir um futuro estável dado que são profissionais de carreira curta. Isso só tornam ídolos regionais e nacionais como Zico, Rivelino, Ademir Da Guia, entre outros como figuras escassas do nosso esporte. Infelizmente.
A pergunta pode parecer estranha mas a cada ano, mais e mais jogadores, especificamente no Brasil, tem imigrado para outros centros a fim de obterem melhores chances no cenário da bola. Mas e como fica aquela velha identificação que um certo jogador tem com um clube sendo que hoje ele joga em um certo time, vai para o estrangeiro, volta em um espaço de tempo relâmpago, alegando falta de adaptação e logo vai jogar no rival do ex-clube?
Antes, profissionais da área, fanáticos, crianças e até mulheres sabiam na ponta da língua a escalação principal de seu time de coração... Sabiam dizer do goleiro ao ponta esquerda, passando também pelos reservas até chegar ao treinador. Em certos casos, poderia até arriscar os nomes de alguns garotos, de futuras promessas.
Como ter tanta identificação pelos ídolos se atualmente um jogador é fascinado apenas pelos milhões de um time e de outro, e de outro...? (salvas raras exceções, claro)
O fato que mais pesa é sim, o bolso do atleta. E infelizmente, por nosso país não ser um país de primeiro mundo (apesar de ter potencial para isso), perdemos nossos jogadores para mercados onde o poder aquisitivo é espantosamente superior ao brasileiro. Entretanto, como outrora, quando os clubes pelo menos saiam com a maior parte destas transações, agora quem sai com o “filet mignon” são os empresários.
Muitas vezes aproveitando-se da falta de inteligência de grande parte dos boleiros, estes acabam sendo passados para trás por aproveitadores gananciosos que lucram com as transferências, onde, quem na verdade deveria ganhar com elas são os artistas da bola, os verdadeiros detentores do talento e merecedores de cifras altíssimas.
E mais uma vez esse problema começa a rondar o nosso futebol. Com o Campeonato Brasileiro na sua fase de encerramento e com o campeão já definido, este é o que mais sofre com o assédio mesmo faltando 2 meses para o fim do ano. Jogadores destaque do título como Richarlyson, Jorge Wagner, Breno, Miranda começam a ser notícia pelo interesse de clubes estrangeiros e podem sim deixar o Brasil.
Thiago Neves, que é do Fluminense, assinou pré-contrato com o Palmeiras e voltou para o tricolor carioca, é o novo sonho de consumo do Villareal, da Espanha. E aí também pode dar negócio, já que o clube das Laranjeiras tem interesse no argentino Riquelme, encostado no time de lá. Isso sem falar de Zé Roberto, do Botafogo, destinado à Alemanha; Kléber, do Santos, que é um dos únicos selecionáveis jogando por aqui; sem contar nos Caios, Paulos, Juninhos, etc que saem sem muitos tomarem conhecimento.
E todo esse montante de dinheiro tem atraído os atletas também para países com pouca expressão no futebol mundial como o leste europeu e a arábia, e nesse vai-vém tentam garantir um futuro estável dado que são profissionais de carreira curta. Isso só tornam ídolos regionais e nacionais como Zico, Rivelino, Ademir Da Guia, entre outros como figuras escassas do nosso esporte. Infelizmente.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
E a Copa 2014 será... No Brasil!!
Foi confirmada a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014 que será realizada no Brasil; o que a realização de um evento desta magnitude pode trazer de bom e de ruim para o nosso país?
Os pontos positivos que podem ser apontados são a construção de novas arenas de futebol para a realização da competição, gerando muitos empregos nas obras; investimentos em infra-estrutura para o turismo que abrigará pessoas de todos os cantos do mundo, melhorias quanto ao transporte, saúde, etc, etc...
Outro ponto a se destacar é a visibilidade que o Brasil terá para que empresas de todos os setores venham para cá a fim de obterem mais mercado para seus produtos e serviços, alavancando a economia local.
Mas a Copa não trará apenas bons frutos. Ela irá mostrar também muitos pontos falhos que nosso país possui, principalmente nos interesses políticos que envolverão os preparativos para obras, o cumprimento de prazos e entrega das mesmas nas datas certas; sem falar ainda num “bloqueio” de todos os problemas que será feito, como já vimos em Julho passado, no Panamericano; todos os problemas que os brasileiros enfrentam foram mascarados para que não fossem expostos para as Américas. Imagine um evento mundial.
O Brasil, infelizmente, não possui estrutura adequada para abrigar a maior festa do mundo da bola. Mas interesses de todos os setores a trouxeram para cá e daqui 7 anos veremos se a decisão da realização do mundial por aqui foi certa ou não. Espero estar errado quanto ao meu pensamento e que seja uma festa digna e que o povo entre no clima, visto que quando da sua realização, completaremos 64 anos sem que o evento fosse realizado aqui.
Os pontos positivos que podem ser apontados são a construção de novas arenas de futebol para a realização da competição, gerando muitos empregos nas obras; investimentos em infra-estrutura para o turismo que abrigará pessoas de todos os cantos do mundo, melhorias quanto ao transporte, saúde, etc, etc...
Outro ponto a se destacar é a visibilidade que o Brasil terá para que empresas de todos os setores venham para cá a fim de obterem mais mercado para seus produtos e serviços, alavancando a economia local.
Mas a Copa não trará apenas bons frutos. Ela irá mostrar também muitos pontos falhos que nosso país possui, principalmente nos interesses políticos que envolverão os preparativos para obras, o cumprimento de prazos e entrega das mesmas nas datas certas; sem falar ainda num “bloqueio” de todos os problemas que será feito, como já vimos em Julho passado, no Panamericano; todos os problemas que os brasileiros enfrentam foram mascarados para que não fossem expostos para as Américas. Imagine um evento mundial.
O Brasil, infelizmente, não possui estrutura adequada para abrigar a maior festa do mundo da bola. Mas interesses de todos os setores a trouxeram para cá e daqui 7 anos veremos se a decisão da realização do mundial por aqui foi certa ou não. Espero estar errado quanto ao meu pensamento e que seja uma festa digna e que o povo entre no clima, visto que quando da sua realização, completaremos 64 anos sem que o evento fosse realizado aqui.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
O Melhor!!
Estamos chegando ao final do ano e como de costume a eleição da FIFA ao melhor jogador de futebol em atividade. E mais uma vez é grande a chance de um brasileiro ser o mais votado - Kaká.
Outrora rejeitado pelos torcedores do São Paulo, o que é até compreensível, por ter pouca idade na época e já ser exigido como um atleta experiente, hoje o craque brilha nos gramados italianos e europeus além de triunfar também com a amarelinha.
E falando da camisa da seleção, vale lembrar que ele foi um dos únicos destaques da equipe na Copa do Mundo de 2006, ofuscando os Ronaldos, Robinho e cia. LTDA naquele vexame.
Todo brilho dele desperta o interesse de diversos clubes europeus. Milan, Chelsea, Real Madri; todo dia saem notícias nos jornais anúncios de uma possível oferta pelo garoto prodígio. E todas apresentando cifras astronômicas tentando reconhecer todo o talento do jogador brasileiro.
E quem tem a lucrar com isso são o Milan e ele mesmo. O clube, que já desfrutou e ainda o faz das jogadas magníficas de Kaká e do retorno do investimento, baixo para tanta maestria, e o próprio jogador, com salários altíssimos, contratos de patrocínio... Uma troca por outra estrela de um grande time pode ser anunciada a qualquer momento e quem com certeza quem perderá (apesar do lucro financeiro) será o time de Milão.
Ainda mais porque, no ínicio de dezembro, não vejo outra possibilidade a não ser o anúncio dele como melhor do mundo. Merecidamente. Valorizando-o ainda mais, se é que isto é possível.
Outrora rejeitado pelos torcedores do São Paulo, o que é até compreensível, por ter pouca idade na época e já ser exigido como um atleta experiente, hoje o craque brilha nos gramados italianos e europeus além de triunfar também com a amarelinha.
E falando da camisa da seleção, vale lembrar que ele foi um dos únicos destaques da equipe na Copa do Mundo de 2006, ofuscando os Ronaldos, Robinho e cia. LTDA naquele vexame.
Todo brilho dele desperta o interesse de diversos clubes europeus. Milan, Chelsea, Real Madri; todo dia saem notícias nos jornais anúncios de uma possível oferta pelo garoto prodígio. E todas apresentando cifras astronômicas tentando reconhecer todo o talento do jogador brasileiro.
E quem tem a lucrar com isso são o Milan e ele mesmo. O clube, que já desfrutou e ainda o faz das jogadas magníficas de Kaká e do retorno do investimento, baixo para tanta maestria, e o próprio jogador, com salários altíssimos, contratos de patrocínio... Uma troca por outra estrela de um grande time pode ser anunciada a qualquer momento e quem com certeza quem perderá (apesar do lucro financeiro) será o time de Milão.
Ainda mais porque, no ínicio de dezembro, não vejo outra possibilidade a não ser o anúncio dele como melhor do mundo. Merecidamente. Valorizando-o ainda mais, se é que isto é possível.
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Virando Football
De uns tempos para cá não temos como não notar a grande queda de qualidade técnica em que o futebol entrou. Os times, principalmente os brasileiros, eram compostos em sua grande maioria por craques da bola, o que deixava os jogos com cara de verdadeiros espetáculos, levando multidões aos estádios.
Com a perda da qualidade técnica, as equipes passaram a dar ênfase à parte física e tática, tanto que hoje os trabalhos extra campo são de suma importância tanto na prevenção quanto na reabilitação de lesões, desde as mais simples até as mais graves.
Com isso, o vigor físico dos jogadores aumentou consideravelmente e tornou as partidas muito mais “brigadas”. Uma das consequências desta mudança é o alto índice dos traumatismos cranianos que vêm ocorrendo no mundo da bola.
Para citar 2 exemplos recentes, no jogo que findou o tabu do São Paulo ante o Corinthians, no último dia 7, Richarlyson, intencionalmente, “chutou” a nuca do volante corinthiano Carlão, que caiu desacordado e teve de ser socorrido prontamente pelos médicos do clube e teve de seguir de ambulância para o hospital, recuperando a consciência algum tempo depois.
Na partida pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa-2010 entre Argentina e Venezuela, um choque entre o zagueiro argentino Burdisso e o atacante venezuelano Arango resultou também na perda da consciência do beque e um traumatismo craniano. Por sorte, ambos estão bem. Esses são apenas 2 simples exemplos, pois se formos citar todos os casos dos últimos dias, faltariam páginas para isto.
E é ai que eu fico me perguntando: será que o futebol vai virar football?? Nossos jogadores passarão a usar capacetes e inúmeras proteções? Sinceramente, espero que não... Tenho a esperança que ainda surjam muitos Ronaldinhos, Robinhos, Kakás e cia. que façam da sua habilidade uma esquiva contra os “paredões” de plantão.
Com a perda da qualidade técnica, as equipes passaram a dar ênfase à parte física e tática, tanto que hoje os trabalhos extra campo são de suma importância tanto na prevenção quanto na reabilitação de lesões, desde as mais simples até as mais graves.
Com isso, o vigor físico dos jogadores aumentou consideravelmente e tornou as partidas muito mais “brigadas”. Uma das consequências desta mudança é o alto índice dos traumatismos cranianos que vêm ocorrendo no mundo da bola.
Para citar 2 exemplos recentes, no jogo que findou o tabu do São Paulo ante o Corinthians, no último dia 7, Richarlyson, intencionalmente, “chutou” a nuca do volante corinthiano Carlão, que caiu desacordado e teve de ser socorrido prontamente pelos médicos do clube e teve de seguir de ambulância para o hospital, recuperando a consciência algum tempo depois.
Na partida pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa-2010 entre Argentina e Venezuela, um choque entre o zagueiro argentino Burdisso e o atacante venezuelano Arango resultou também na perda da consciência do beque e um traumatismo craniano. Por sorte, ambos estão bem. Esses são apenas 2 simples exemplos, pois se formos citar todos os casos dos últimos dias, faltariam páginas para isto.
E é ai que eu fico me perguntando: será que o futebol vai virar football?? Nossos jogadores passarão a usar capacetes e inúmeras proteções? Sinceramente, espero que não... Tenho a esperança que ainda surjam muitos Ronaldinhos, Robinhos, Kakás e cia. que façam da sua habilidade uma esquiva contra os “paredões” de plantão.
terça-feira, 23 de outubro de 2007
E mais um treinador caiu...
Foi Celso Roth. Treinador do Vasco da Gama desde abril deste ano, o técnico segurou o posto por apenas 7 meses. Mais uma vez, sobrou para o mais fraco. Claro; muito mais fácil demitir uma pessoa do que 30 jogadores do elenco, que não corresponderam dentro de campo as muitas vontades de seu comandante.
Depois de um primeiro turno muito bom no campeonato Brasileiro e de ter alcançado a terceira colocação na tabela, chegando a sonhar com o título, veio a fase ruim. Até conquistar 39 pontos, o time foi bem, mas depois começou a “patinar”. Foram 10 jogos na sequência e apenas 4 pontos, desempenho terrível que o levou da zona de classificação da Libertadores à ameaça de rebaixamento (remota, diga-se de passagem).
E nessa turbulência toda, surge uma figura que estava meio apagada nos últimos 4 meses. Romário. Como o Vasco tem um jogo decisivo no meio de semana contra o América do México, válido pela Copa Sulamericana, o Baixinho é quem vai comandar o time nesta partida. E apoio é o que não faltará.
O elenco todo tem muito respeito e admiração por ele por se tratar do jogador que é e pela sua liderança dentro de campo. Fora o apoio dos torcedores, que o idolatram. Mas, segundo o mesmo, ele tem 99% de chances de não se tornar um treinador efetivo, como já disse em outras ocasiões, por não querer mais vivenciar concentrações, viagens, stress com o possível mau futebol de seu time...
E em sua primeira entrevista coletiva como jogador-treinador, Romário não deixou o bom humor de lado, como sempre. Um certo repórter fez a seguinte pergunta:
- O Baixinho joga no próximo jogo?
E Romário, sem titubear, rebateu:
- Depende do treinador. E soltou umas boas risadas.
Se como treinador ele tiver o bom desempenho assim como teve dentro da grande área, os torcedores vascaínos podem começar a encomendar os rojões para comemorar a classificação a próxima fase!!
Depois de um primeiro turno muito bom no campeonato Brasileiro e de ter alcançado a terceira colocação na tabela, chegando a sonhar com o título, veio a fase ruim. Até conquistar 39 pontos, o time foi bem, mas depois começou a “patinar”. Foram 10 jogos na sequência e apenas 4 pontos, desempenho terrível que o levou da zona de classificação da Libertadores à ameaça de rebaixamento (remota, diga-se de passagem).
E nessa turbulência toda, surge uma figura que estava meio apagada nos últimos 4 meses. Romário. Como o Vasco tem um jogo decisivo no meio de semana contra o América do México, válido pela Copa Sulamericana, o Baixinho é quem vai comandar o time nesta partida. E apoio é o que não faltará.
O elenco todo tem muito respeito e admiração por ele por se tratar do jogador que é e pela sua liderança dentro de campo. Fora o apoio dos torcedores, que o idolatram. Mas, segundo o mesmo, ele tem 99% de chances de não se tornar um treinador efetivo, como já disse em outras ocasiões, por não querer mais vivenciar concentrações, viagens, stress com o possível mau futebol de seu time...
E em sua primeira entrevista coletiva como jogador-treinador, Romário não deixou o bom humor de lado, como sempre. Um certo repórter fez a seguinte pergunta:
- O Baixinho joga no próximo jogo?
E Romário, sem titubear, rebateu:
- Depende do treinador. E soltou umas boas risadas.
Se como treinador ele tiver o bom desempenho assim como teve dentro da grande área, os torcedores vascaínos podem começar a encomendar os rojões para comemorar a classificação a próxima fase!!
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
Dinheiro limpo é o lavado? Que desgraça...
Que a corrupção existe, isso não é segredo para ninguém. Que no futebol sempre existiram fatos como as “malas pretas” e “malas brancas” (supostos subornos para times perderem ou ganharem, respectivamente) também já sabemos. Mas daí a existirem casos de lavagem de dinheiro? Acho que a situação agravou-se demais.
Um certo magnata russo, asilado político da Inglaterra, de uns tempos para cá vira mais notícia dos cadernos de esporte do que o futebol do próprio clube com o qual se envolveu. Através de seu presidente e um intermediário, este clube, segundo maior em torcida no país e o mais popular do estado, foi “vendido” para este “empresário” (aspas em empresário por que, pelo menos, para mim, profissionais de bem não agem de maneira ilícita).
Num primeiro momento, um outro cidadão, iraniano de origem e parceiro do russo, trouxe milhões de dólares imundos para o clube, na forma de contratações bombásticas como a do argentino Carlitos Tevez (que, ironicamente, tornou-se um dos maiores ídolos) e muitos outros mais – e, não por acaso, tornou-se o queridinho da torcida.
Opositores deste acordo, desde o princípio, com base no contrato firmado, botaram a cara para bater, no momento de euforia, dizendo que nos 2 primeiros anos este “grande” parceiro seria de grande valia mas que, a médio e longo prazos, a catástrofe estava anunciada.
Dito e feito. 2 anos se passaram e as desconfianças começaram. Tudo com brigas internas e desavenças entre presidência e investidores, ocasionando rancores e inimizade. Foi a brecha que a polícia e os órgãos competentes queriam para começarem as investigações. Grampos telefônicos, documentos falsificados, notas fiscais frias, denúncias anônimas... Dados sendo colhidos sorrateiramente. Mas, chega um ponto que tudo têm de ser “jogado no ventilador”. Foi o que aconteceu neste ano, o 3º da união.
Envolto nesse mar de lamas, o time se sente afetado e parece ter caído num poço sem fundo... Além dos escândalos os quais se envolveu, a parceria, que serviria de solução financeira acabou dobrando a dívida que já existia, deixou problemas com a FIFA e a Corte Arbitral do Esporte, expôs o clube ao risco de severas punições e, fora de campo, terá de responder judicialmente...
E, nessa história toda, quem faz papel de trouxa é o torcedor apaixonado, que ainda comparece fielmente aos estádios enquanto torcedores rivais zombam da atual situação vivida. Que a situação se resolva e o clube volte a ser notícia apenas na esfera esportiva.
Um certo magnata russo, asilado político da Inglaterra, de uns tempos para cá vira mais notícia dos cadernos de esporte do que o futebol do próprio clube com o qual se envolveu. Através de seu presidente e um intermediário, este clube, segundo maior em torcida no país e o mais popular do estado, foi “vendido” para este “empresário” (aspas em empresário por que, pelo menos, para mim, profissionais de bem não agem de maneira ilícita).
Num primeiro momento, um outro cidadão, iraniano de origem e parceiro do russo, trouxe milhões de dólares imundos para o clube, na forma de contratações bombásticas como a do argentino Carlitos Tevez (que, ironicamente, tornou-se um dos maiores ídolos) e muitos outros mais – e, não por acaso, tornou-se o queridinho da torcida.
Opositores deste acordo, desde o princípio, com base no contrato firmado, botaram a cara para bater, no momento de euforia, dizendo que nos 2 primeiros anos este “grande” parceiro seria de grande valia mas que, a médio e longo prazos, a catástrofe estava anunciada.
Dito e feito. 2 anos se passaram e as desconfianças começaram. Tudo com brigas internas e desavenças entre presidência e investidores, ocasionando rancores e inimizade. Foi a brecha que a polícia e os órgãos competentes queriam para começarem as investigações. Grampos telefônicos, documentos falsificados, notas fiscais frias, denúncias anônimas... Dados sendo colhidos sorrateiramente. Mas, chega um ponto que tudo têm de ser “jogado no ventilador”. Foi o que aconteceu neste ano, o 3º da união.
Envolto nesse mar de lamas, o time se sente afetado e parece ter caído num poço sem fundo... Além dos escândalos os quais se envolveu, a parceria, que serviria de solução financeira acabou dobrando a dívida que já existia, deixou problemas com a FIFA e a Corte Arbitral do Esporte, expôs o clube ao risco de severas punições e, fora de campo, terá de responder judicialmente...
E, nessa história toda, quem faz papel de trouxa é o torcedor apaixonado, que ainda comparece fielmente aos estádios enquanto torcedores rivais zombam da atual situação vivida. Que a situação se resolva e o clube volte a ser notícia apenas na esfera esportiva.
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